O 1º Prêmio de Jornalismo “Narrativas que Salvam”, foi promovido pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA).
O estudante José Bores Júnior, do curso de Jornalismo do campus da UNEB em Seabra, conquistou o 1º Prêmio de Jornalismo “Narrativas que Salvam”, na categoria Universitária, promovido pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), com uma reportagem sobre a violência sofrida por mulheres do campo.
Com um recorte no município de Seabra, região da Chapada Diamantina, a reportagem vencedora, intitulada “A violência contra a mulher do campo: marcas que não se veem“, revela a dura realidade vivida por mulheres em zonas rurais e evidencia a invisibilidade a que muitas delas estão submetidas.
“A ideia de pautar esse assunto foi dar visibilidade para essas mulheres, pois o nosso papel, enquanto comunicadores, é narrar fatos, é ajudar no combate à violência doméstica, tanto na zona rural como urbana. O nosso papel de cidadão e de comunicadores é fazer um jornalismo ético, plural e, sobretudo, um jornalismo humano“, ressaltou Bores Júnior.
Segundo o discente, “o prêmio nos estimula a continuar dando visibilidade a essa pauta sobre direitos humanos e evidencia a qualidade do ensino da UNEB, mostrando ao mercado de trabalho que os profissionais formados na universidade já saem prontos”.
A cerimônia de premiação aconteceu na abertura da 31ª Semana da Justiça pela Paz em Casa, nessa segunda-feira (24), em auditório do TJBA, em Salvador, após a realização de uma roda de conversa sobre o papel da mídia no enfrentamento à violência doméstica.
Convidada para participar da entrega do prêmio e do debate, a reitora da UNEB, Adriana Marmori, destacou que “essa premiação do nosso estudante de Jornalismo reafirma a vocação da universidade para formar comunicadores comprometidos com a realidade social, em especial dos grupos mais vulneráveis, e os valores éticos e humanos”.
“Conquistas como a de Bores Júnior mostram que a UNEB não só forma jornalistas aptos a atuar em qualquer redação, mas forma, sobretudo, profissionais sensíveis às desigualdades e às vozes silenciadas, contribuindo para uma imprensa mais ética e transformadora”, afirmou Adriana Marmori.
A desembargadora Nágila Brito, que lidera a Coordenadoria da Mulher do TJBA, responsável pelo evento, cuja programação se estende até sexta-feira (28), salientou que “desconstruir os estereótipos de gênero ainda é uma tarefa a ser feita – e a imprensa tem esse papel importante: mostrar que a mulher jamais pode ser responsabilizada pela violência que sofreu”.
“A mídia, quando cuida, quando educa, quando amplia vozes, transforma realidade. E, efetivamente, podem ser narrativas que salvam“, declarou a desembargadora.
Participaram também da roda de conversa o experiente jornalista José Raimundo e a delegada Juliana Barbosa, diretora do Departamento de Proteção à Mulher da Polícia Civil.
Presente à cerimônia, a professora Dayanne Pereira, do curso de Jornalismo da UNEB em Seabra, orientadora no estudante na reportagem, avaliou que “a premiação do TJBA representa um importante incentivo para que jornalistas e estudantes reconheçam e aprimorem a qualidade da cobertura sobre a prevenção e o enfrentamento da violência e do feminicídio“.










Texto: Ascom TJBA, com edição de Toni Vasconcelos/Ascom.
Fotos: Ingrid Oliveira/Ascom e Ascom TJBA.