Ação do Programa de Educação Previdenciária orientou moradores sobre benefícios e documentos para comprovação da atividade rural.

Por Lucas Assunção*

Moradores da comunidade quilombola de Cotia, em Boninal (BA), participaram, no dia 12 de dezembro de 2025, de ação do Programa de Educação Previdenciária do INSS, com orientações sobre benefícios e documentação necessária para trabalhadores rurais. Fotos Lucas Assunção

  O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) realizou uma ação do Programa de Educação Previdenciária (PEP) na Associação Comunitária de Quilombo dos Amigos de Cotia, no povoado de Cotia, zona rural do município de Boninal, na Bahia. A atividade foi realizada no dia 12 de dezembro e teve como objetivo orientar agricultores que atuam em regime de economia familiar e moradores da comunidade quilombola sobre benefícios previdenciários e sobre os documentos que comprovam o exercício da atividade rural, principal ponto de dúvida entre os trabalhadores do campo.

  A ação contou com a participação do gerente da Agência da Previdência Social de Piatã, Thiago Dutra, e reuniu moradores da comunidade para um momento de diálogo e esclarecimento. O PEP é uma iniciativa do INSS que busca aproximar o órgão da população, levando informação antes que o cidadão precise recorrer formalmente aos serviços previdenciários.

  De acordo com Dutra, o programa é fundamental para garantir acesso à informação a públicos que, historicamente, tiveram menos orientação sobre seus direitos. “É importante essa aproximação porque, muitas vezes, as pessoas só procuram o INSS quando o problema já está instalado. O PEP leva informação de qualidade e ajuda a evitar dificuldades futuras”, afirma.

  Durante o encontro, foram apresentados temas como aposentadoria por idade, salário-maternidade, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a diferença entre trabalhadores urbanos e rurais. Também foi explicado quem é considerado segurado especial, ou seja, o trabalhador rural que exerce atividade em regime de economia familiar e comprova o trabalho no campo, mesmo sem contribuição mensal.

  Segundo o gerente da agência, as principais dúvidas dos agricultores estão relacionadas à documentação.  “Muitas pessoas acreditam que só quem contribuiu em dinheiro pode se aposentar. No caso do segurado especial, o que vale é a comprovação da atividade rural por meio de documentos”, explica.

  A ação foi solicitada pela própria comunidade. Para o presidente da Associação Comunitária de Quilombo dos Amigos de Cotia, Aldir de Souza Pereira Ramos, a palestra foi essencial para esclarecer dúvidas antigas.

  “A vinda do INSS foi muito importante porque tirou muitas dúvidas. A maior dificuldade do povo sempre foi a falta de esclarecimento e a desorganização dos documentos, já que muita gente deixa tudo para a última hora”, relata.

  A orientação sobre a importância de guardar documentos ao longo da vida foi um dos pontos mais destacados. “Aprendemos que o INSS valoriza documentos antigos e que, como comunidade quilombola, precisamos manter organizados registros que comprovem nossa atividade e nossa condição. Isso ajuda muito na hora de dar entrada nos benefícios”, completa Aldir.

  A ação reforça o papel do Programa de Educação Previdenciária na prevenção de indeferimentos e no fortalecimento do acesso aos direitos previdenciários, especialmente em comunidades rurais e quilombolas, onde a informação é um instrumento fundamental de cidadania.

O INSS realizou uma ação do Programa de Educação Previdenciária na comunidade quilombola de Cotia, em Boninal (BA).
A atividade levou orientações sobre aposentadoria rural, benefícios previdenciários e documentos necessários para agricultores e famílias da comunidade acessarem seus direitos. Fotos Lucas Assunção 

*Aluno do curso de Jornalismo da Uneb Seabra. Sob orientação da professora Dayanne Pereira.

Agência Experimental de Jornalismo da Uneb Seabra