As exibições seguem até 13 de setembro na região da Chapada Diamantina e propõem uma reflexão sobre os impactos da destruição ambiental e as formas de enfrentamento e sobrevivência.
O campus da Uneb em Seabra recebeu nos dias 4 e 5 de setembro, as mostras do 3º Festival de Cinema Ambiental da Chapada Diamantina (Facine), que em sua terceira edição, iniciou as atividades em quatro cidades da Chapada: Iraquara, Lençóis, Palmeiras (Vale do Capão) e Seabra. A programação segue até 13 de setembro, e é um encontro de produções e olhares dedicados a repensar a conexão vital entre ser humano e meio ambiente. Confira a programação completa no site https://facine.art.br/ e no Instagram https://www.instagram.com/facinechapada/.
O Facine apresenta 43 filmes distribuídos em seis mostras temáticas. Organizadas sob os eixos Recordar, Resistir, Regenerar, Reflorestar, Retomar e Recaatingar, as exibições propõem uma reflexão sobre os impactos da destruição ambiental e as formas de enfrentamento e sobrevivência. A curadoria, ao selecionar as obras, busca conduzir o público por uma experiência que articula memória, reconhecimento e reconexão, inspirada nos saberes ancestrais que apontam caminhos de recuperação da vida frente às ameaças à natureza.
A mesa do primeiro dia de exibição foi composta pela diretora do campus da Uneb Seabra, Fátima Sudré, que compreende o Facine enquanto atividade relevante para a formação dos profissionais. Pelo coordenador do Nupe, José Welton Ferreira que ressaltou a importância do evento para o desenvolvimento do ensino aprendizagem considerando o audiovisual como instrumento potente nesse processo. E pelo diretor do Facine, Alan Lobo, que entende “o festival se constrói com o audiovisual que marca a existência, a correlação imprescindível entre pessoas e lugares. Mais, mostra como a natureza está intrinsecamente ligada à história do território, de forma que a sua degradação é também a destruição da identidade do povo que nele se constitui”.
Os filmes exibidos foram “Salve a Chapada Diamantina”, “Caminho Abertos”, “Dona Lili”, “IBEJIS”, “Com Quantas Estrelas se Cria um Céu Aberto: Terno de reis de Tonho de Lau”. Após a exibição tivemos uma roda de conversa com mediação da professora Raphaella de Oliveira e a participação das diretorias Kallyane Nery, Bárbara Lima, Michele Nascimento e A Sol Kuaray. A interpretação em libras foi de Jéssica Lacerda.
No segundo dia o campus recebeu o público para a mostra dos filmes “Resgate do Samba na Verendinha” e “Adobe”, “Donas da Terra” e “Agora que tudo está acabado”, com debate mediado pelo coordenador do Nupe, José Welton Ferreira e pelo professor César Filho sobre as temáticas abordadas.
Durante todo o festival, 30 filmes da programação estarão disponíveis na Bombozila e poderão ser assistidos de qualquer lugar do mundo.



